Alunos do Doutorado do Programa VigiFronteiras-Brasil-Fiocruz participam de disciplina em Manaus e em Campo Grande

Discutir os aspectos metodológicos, qualitativos e quantitativos do processo de elaboração dos projetos de tese. Esse é o objetivo da disciplina Seminário de Tese 2, da qual os 37 alunos do Doutorado do Programa Educacional em Vigilância em Saúde nas Fronteiras (VigiFronteiras-Brasil) da Fiocruz participam presencialmente, até o dia 29 de setembro, nos campi da fundação, Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) e na Fiocruz Mato Grosso do Sul.

Para abrir a disciplina, os alunos foram recebidos pelos gestores das unidades. Em Manaus (AM), participaram da abertura da disciplina a diretora-interina do ILMD/Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, o ex-diretor da Fiocruz AM, Sérgio Luiz Bessa Luz, a vice-diretora de Ensino, Informação e Comunicação do ILMD/Fiocruz Manaus, Rosana Parente, e o coordenador do polo, professor José Joaquim Carvajal.

 

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Gestores da Fiocruz AM receberam os alunos no polo de Manaus 

 

O Programa VigiFronteiras-Brasil/Fiocruz é um programa estratégico e necessário. Conseguiu ser realizado e se adaptar ao novo cenário, mostrando o quanto é importante trabalharmos na vigilância em saúde e nas fronteiras, onde temos questões complexas de serem tratadas e enfrentadas, uma vez que os limites existem para os países, mas não existem para as pessoas e para os agravos. Precisamos transpor os problemas logísticos internacionais para contribuir para a saúde pública e vigilância em saúde brasileira. Ficamos muito felizes pelo recente anúncio da segunda turma”, comentou Stefanie.

Sérgio Luiz Bessa Luz descreveu um pouco como foi a conformação inicial do Programa VigiFronteiras-Brasil/Fiocruz, ressaltando que trabalhar com saúde dentro do território e nas fronteiras, tem um significado mais amplo. “Levar saúde é levar cidadania a essas regiões”, declarou. Ele agradeceu a participação de todos envolvidos para o curso acontecer, fato que vem promovendo a ampliação da atuação na Fiocruz nessa área muito estratégica para o país.

“Este é um processo de grandes sucessos que foram se acumulando ao longo do tempo. Hoje, as pessoas que estão trabalhando nas fronteiras, estão discutindo políticas públicas, estão sendo formados pela Fiocruz”, comemorou, mencionando, ainda, a necessidade de aperfeiçoar o fluxo de informações para vigilância de vários agravos e olhar a vigilância sob a ótica além campo da saúde, como educação, saneamento, oportunidades de trabalho.

Por sua vez, Rosana Parente fez uma breve apresentação sobre a área de Ensino do ILMD/Fiocruz AM e das capacitações oferecidas nos últimos anos pela unidade, em particular as voltadas para a vigilância em saúde na Amazônia e na Tríplice Fronteira. Foram cursos de curta duração presenciais, lato e stricto sensu, a exemplo de formações em nível de atualização e de especialização em vigilância em saúde e a formação de sanitaristas indígenas. Ela ressaltou que “iniciativas como o Programa VigiFronteiras-Brasil/Fiocruz e o Mestrado Sanitarista Indígena colaboram com a ampliação do protagonismo de populações locais e indígenas e trazem consigo força potencial para acelerar as mudanças necessárias para os municípios, compreendidos na área da Tríplice Fronteira”.

Em seguida, participaram da palestra “Por que fazer pesquisa? Alguns conselhos de como publicá-la”, ministrada pelo docente associado da Universidade Federal de Pelotas, coordenador da Área de Saúde Coletiva da Capes e pesquisador visitante do ILMD/Fiocruz AM, Bernardo Horta.

No Polo Campo Grande, os alunos foram recebidos pela diretora da Fiocruz Mato Grosso do Sul, Jislaine de Fátima Guilhermino, pela coordenadora da área de Educação da Fiocruz do Mato Grosso do Sul, Débora Dupas, e pela coordenadora do polo, professora Zoraida Fernandez. Na sequência, participaram da palestra “Fiocruz Bioceânico: possibilidades editoriais, circulação de conhecimentos, internacionalização científica em Saúde e Educação”, ministrada pelo professor da Universidad Nacional Experimental Francisco de Miranda (UNEFM/Venezuela) Linoel Leal Ordóñez.

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Diretora da Fiocruz Mato Grosso do Sul, Jislaine de Fátima Guilhermino, apresentou o polo Campo Grande aos doutorandos

 

PROJETOS - Até a próxima sexta-feira (29), os doutorandos apresentarão os seus projetos para os demais alunos, docentes da disciplina e orientadores. A expectativa é que, durante a semana, possam trocar informações e experiências no desenvolvimento de seus trabalhos de conclusão de curso, previsto para 2025. Os trabalhos abordam temas como saúde indígena, malária, leishmaniose tegumentar, transmissão transplacentária da Doença de Chagas, Covid-19, tuberculose em imigrantes, doenças febris agudas, Doença de Haff Professores dos programas de Pós-Graduação em Epidemiologia em Saúde Pública, Saúde Pública e Meio Ambiente e Saúde Pública da ENSP/Fiocruz, do Programa de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (ILMD/Fiocruz Amazonas) e docentes da Fiocruz Mato Grosso do Sul, que fazem parte do consórcio formado para oferta do programa, além das coordenadoras do programa, vão se revezar para discutir e orientar os alunos nessa etapa.

O Programa VigiFronteiras-Brasi/Fiocruz, é uma iniciativa da Vice-Presidência de Ensino, Informação e Comunicação da Fiocruz em parceria com a Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).