Estratificación de áreas de riesgo de transmisión de dengue en la ciudad de Jaén, Perú

Autor(a)
Mario Neyser Vásquez Dominguez
Orientador(a)
José Joaquín Carvajal Cortés
Tipo
Dissertação
Programa consorciado
Programa de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA)
Categoria do curso
Mestrado Acadêmico
Ano da Defesa
Descrição

Objetivo: Avaliar o risco de transmissão da dengue nos diferentes setores da cidade de Jaén, Peru, no período entre 2018-2022. Métodos: Estudo observacional, ecológico e retrospectivo. A unidade espacial foi o setor e a unidade temporal foi o mês. Foram utilizadas duas bases de dados epidemiológicas, a primeira com o número de casos de 2000 a 2022 (análise temporal) e a segunda com características clínicas e endereços refinados (sistema de arboviroses) de alguns casos registrados entre 2019 a 2022 que foram georreferenciados. Foi realizada uma descrição do perfil clínico-epidemiológico da doença, bem como uma análise espaço-temporal de indicadores epidemiológicos e climáticos obtidos na web.

Resultados: Os casos de dengue no sistema de arboviroses entre 2019 e 2022 foram 4.540. A partir de 2021, ficou evidente uma mudança na incidência de dengue não vista anteriormente. Ao longo dos anos, a maior frequência correspondeu ao sexo feminino, adultos e casos sem sinais de alerta. O acesso a testes diagnósticos melhorou de 1,16% em 2019 para mais de 86% em 2022. Foi encontrada predominância do sorotipo DENV-2. As combinações mais comuns de sinais e sintomas incluíram febre, mialgia, dor de cabeça, artralgia, dor retroocular, dor lombar e erupção cutânea, e não mudaram ano após ano. Os setores com maior transmissão foram os do centro da cidade, especialmente 3,1, 8, 9, 10, 11 e 12 (alta prioridade) e 6 e 2 (média prioridade). A transmissão da dengue mantém uma periodicidade de 3 a 4 anos, com períodos mais curtos relacionados à entrada de novos sorotipos em contexto climático favorável.

Foi encontrada associação temporal entre a incidência de casos de dengue com a precipitação e a umidade relativa quando estas ultrapassam suas médias mensais, o que acontece com maior frequência nos primeiros 4 a 6 meses do ano. Conclusões: A transmissão da dengue na cidade de Jaén mantém características clínico-epidemiológicas semelhantes ao longo dos anos, ocorre com maior frequência nos setores do centro da cidade, com uma periodicidade que varia de acordo com a entrada de novos sorotipos, a precipitação e relativa umidade, principalmente nos primeiros 4 a 6 meses do ano.