Estratificación de áreas de riesgo de transmisión de dengue en la ciudad de Jaén, Perú
Objetivo: Avaliar o risco de transmissão da dengue nos diferentes setores da cidade de Jaén, Peru, no período entre 2018-2022. Métodos: Estudo observacional, ecológico e retrospectivo. A unidade espacial foi o setor e a unidade temporal foi o mês. Foram utilizadas duas bases de dados epidemiológicas, a primeira com o número de casos de 2000 a 2022 (análise temporal) e a segunda com características clínicas e endereços refinados (sistema de arboviroses) de alguns casos registrados entre 2019 a 2022 que foram georreferenciados. Foi realizada uma descrição do perfil clínico-epidemiológico da doença, bem como uma análise espaço-temporal de indicadores epidemiológicos e climáticos obtidos na web.
Resultados: Os casos de dengue no sistema de arboviroses entre 2019 e 2022 foram 4.540. A partir de 2021, ficou evidente uma mudança na incidência de dengue não vista anteriormente. Ao longo dos anos, a maior frequência correspondeu ao sexo feminino, adultos e casos sem sinais de alerta. O acesso a testes diagnósticos melhorou de 1,16% em 2019 para mais de 86% em 2022. Foi encontrada predominância do sorotipo DENV-2. As combinações mais comuns de sinais e sintomas incluíram febre, mialgia, dor de cabeça, artralgia, dor retroocular, dor lombar e erupção cutânea, e não mudaram ano após ano. Os setores com maior transmissão foram os do centro da cidade, especialmente 3,1, 8, 9, 10, 11 e 12 (alta prioridade) e 6 e 2 (média prioridade). A transmissão da dengue mantém uma periodicidade de 3 a 4 anos, com períodos mais curtos relacionados à entrada de novos sorotipos em contexto climático favorável.
Foi encontrada associação temporal entre a incidência de casos de dengue com a precipitação e a umidade relativa quando estas ultrapassam suas médias mensais, o que acontece com maior frequência nos primeiros 4 a 6 meses do ano. Conclusões: A transmissão da dengue na cidade de Jaén mantém características clínico-epidemiológicas semelhantes ao longo dos anos, ocorre com maior frequência nos setores do centro da cidade, com uma periodicidade que varia de acordo com a entrada de novos sorotipos, a precipitação e relativa umidade, principalmente nos primeiros 4 a 6 meses do ano.
