Estimativas da incidência e mortalidade de Sífilis Congênita no Rio Grande do Norte após relacionamento do SIM e Sinan, 2013 a 2022

Autor(a)
Fabíola Sephora Batista Pereira Fernandes
Orientador(a)
Sonia Duarte de Azevedo Bittencourt
Tipo
Dissertação
Programa consorciado
Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia em Saúde Pública (PPGEPI)
Categoria do curso
Mestrado Profissional
Ano da Defesa
Descrição

A sífilis congênita é um doença infecciosa que afeta cerca de um milhão de crianças por ano em todo o mundo. Juntamente com a sífilis materna, ela é responsável por altas taxas de morbidade e mortalidade. Este estudo teve como objetivo analisar a incidência e mortalidade fetal e infantil da Sífilis Congênita em menores de 1 ano após o relacionamento do SIM e Sinan do Rio Grande do Norte, no período de 2013 a 2022. Trata-se de um estudo seccional e ecológico empregando fonte de dados secundários nominais do Sinan e SIM. Foram analisados os casos, óbitos fetais e infantis, e outras causas associadas à sífilis congênita em menores de 1 ano de residentes no estado. Para conhecer o número de casos e óbitos de SC foi construída uma base única com os dados originários do Sinan e SIM.

Desse banco, foram identificados 5.678 casos e 265 óbitos de sífilis congênita. A cobertura dos casos do Sinan foi alta, atingindo 98,0%. No entanto, a cobertura dos óbitos foi significativamente mais baixa, com 41,5% no SIM e 42,6% no Sinan, evidenciando uma subnotificação acentuada no estado. As taxas de incidência de sífilis congênita variaram entre as regiões de saúde, sendo as mais altas identificadas na sétima, primeira e terceira região, com 16,3, 15,7 e 14,0 casos por 1.000 NV, respectivamente Além disso, foi calculada a taxa de mortalidade e a razão de sobremortalidade de óbitos fetais e infantis por sífilis congênita nos sistemas de informações SIM, Sinan e na base pareada SIM-Sinan. Esses cálculos revelam subnotificação tanto no SIM quanto no Sinan, destacando as inconsistências e fragilidades nos registros e monitoramento dos sistemas de informações da sífilis congênita.

A aplicação de técnicas de relacionamento das bases de dados é, portanto, fundamental para aprimorar a qualidade das informações e gerar estimativas precisas sobre a distribuição e consequências da sífilis congênita. Essas técnicas contribuem para o desenvolvimento de estratégias eficazes e para a promoção de políticas públicas de saúde efetivas, impactando positivamente os persistentes resultados elevados de morbimortalidade associados à sífilis congênita no Rio Grande do Norte.