Vigilância do sarampo e da rubéola no Brasil sob a ótica de metas e indicadores de qualidade
O sarampo e a rubéola são doenças exantemáticas, imunopreveníveis, mas que podem levar a complicações e óbito. Pela importância para a saúde pública, estão entre as pactuações internacionais para sua eliminação em todo o mundo. Este estudo, têm como objetivo, descrever os fatores internos e externos que impactam no cumprimento das metas e indicadores de qualidade da vigilância do sarampo e da rubéola no país, no período de 2013 a 2022. O estudo aborda duas tipologias, sendo um estudo ecológico descritivo e outro de revisão integrativa. Realizado no Brasil, com base na vigilância integrada, o estudo aborda dados do Sinan, SIPNI WEB e GAL. O estudo tem a pergunta norteadora como essência, e os resultados são construídos com base nos nove indicadores e metas pactuados entre os países membros da Organização Mundial da Saúde, e com base na literatura científica que aborda os fatores internos e externos que impactam no alcance destes parâmetros. A revisão, foi realizada em cinco bases de dados, PubMed, SciELO, BVS, LILACS e MEDLINE e seguiu as seis fases desse tipo de estudo. Os dados foram tabulados e analisados no Excel e apresentados em tabelas, gráficos, quadros e figuras. O estudo foi aprovado pelo CEP da Fiocruz. A meta de taxa de notificação foi alcançada, em seis anos do período analisado, atenção aos anos de 2018 a 2020 que tiveram as maiores taxas, chegando a 32% em 2019. O indicador de investigação oportuna teve sua meta atingida em todos os anos, com mínimo de 89,4% em 2015 e máximo de 98,3% em 2016 e 2017 O indicador de investigação adequada, não atingiu à meta, em nenhum dos anos analisados. A coleta oportuna, não atingiu a meta preconizada, com o maior resultado de 77,4% em 2020. O indicador de casos encerrados por laboratório não atingiu a meta em nenhum dos dez anos. A meta do indicador de notificação negativa foi alcançada nos anos de 2015 e 2019 com 98,8% e 80,0% respectivamente. O envio oportuno tem o alcance da meta nos três últimos anos descritos. O resultado oportuno, teve a meta atingida nos anos de 2021 e 2022 com resultados de 81,0% e 84,0%. A meta de homogeneidade da cobertura vacinal, apresentou preocupante queda na série histórica descrita, com pior resultado em 2021 com resultado de 33,2% em 2021. A revisão integrativa mostrou que os fatores que impactam no alcance ou não das metas e indicadores aqui abordados, estão presentes nos espaços internos e externos dos serviços de saúde, e extrapolam este segmento, colocando a sociedade, seu conhecimento, acesso, costumes e crenças como fatores importantes e decisivos neste processo. Para êxito dessa pactuação como problema de saúde pública e de interesse internacional nos próximos anos, é imperativo o apoio dos altos níveis da gestão, e comprometimento dos serviços e profissionais de saúde
