Iniciada segunda turma do Programa VigiFronteiras-Brasil/Fiocruz
O investimento na qualificação de profissionais da saúde e gestores que atuam na vigilância em saúde nas fronteiras é fundamental para a saúde global. Esse tipo de iniciativa é estratégica para assegurar que os sistemas de saúde estejam preparados para novas ameaças infecciosas emergentes ou reemergentes que possam causar novas pandemias e epidemias. É nesse cenário que a Fundação Oswaldo Cruz, por meio do Programa Educacional em Vigilância em Saúde nas Fronteiras (VigiFronteiras-Brasil), começou a formar 84 futuros mestres e doutores para atuarem nas respostas às emergências de saúde pública de importância nacional e internacional nas regiões da faixa de fronteira do Brasil e nos países vizinhos.
Segundo Eduarda Cesse, vice-presidente adjunta de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz e coordenadora geral do Programa, o processo seletivo correu muito bem. “Presidi uma das bancas de seleção do doutorado. Candidatos nacionais e estrangeiros tiveram a oportunidade de dialogar sobre seus projetos e percurso profissional. Considero que tivemos excelentes candidatos, resultando em uma turma potente e dispersa no território nacional e sul-americano”, comentou. O que mais chamou a atenção de Andréa Sobral, coordenadora acadêmica do Programa, durante o processo seletivo foi a diversidade de perfis e a riqueza das trajetórias apresentadas nas entrevistas. “Ficou claro, desde o início, que estávamos diante de excelentes futuros alunos. Esse alto nível dos candidatos foi determinante para a formação de uma turma extremamente qualificada, com profissionais que atuam em diferentes regiões do Brasil e vários pontos da América do Sul”, complementou.
As aulas começaram no fim de março pela disciplina Ciência Aberta. A turma do mestrado, que totaliza 40 alunos, é formada por 28 brasileiros e 12 estrangeiros. Destes, nove são argentinos e três são colombianos. Doze optaram pelo mestrado profissional e os demais (28) pelo mestrado acadêmico. Entre os doutorandos (44), 35 são brasileiros e nove são estrangeiros, sendo três argentinos, quatro colombianos, um paraguaio e um uruguaio. Três optaram pelo mestrado profissional. Os demais (41), farão o acadêmico. A maioria da turma é formada por mulheres (56). O mestrado conta com três alunos indígenas e o doutorado com um. Os novos discentes da Fiocruz foram distribuídos entre os programas de pós-graduação consorciados para a oferta. Muitos indicaram, inicialmente, o programa ao qual gostariam de se vincular. Porém, vários foram alocados em outros em função do tema do seus trabalhos e orientador, conforme previsto em edital.
A formação é de responsabilidade da Fiocruz, principal instituição de formação e qualificação de pessoal para o Sistema Único de Saúde (SUS) e para a área de Ciência, Tecnologia e Inovação em saúde do Brasil, em parceria com a Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério das Saúde e com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Está sendo realizada, mais uma vez, por meio de um inovador consórcio entre programas de pós-graduação de seis unidades e linhas de pesquisas relacionadas à vigilância em saúde.
Os cursos de mestrado e doutorado (acadêmico/profissional) têm duração de 24 e 48 meses, respectivamente, e serão oferecidos na modalidade híbrida, com aulas remotas síncronas (em tempo real) e disciplinas presenciais obrigatórias em polos estratégicos em: Campo Grande (MS), Manaus (AM), Tabatinga (AM), Porto Velho (RO), Belo Horizonte (MG), Recife (PE) e Rio de Janeiro (RJ). Ainda não há previsão de processo seletivo para uma nova turma.
